segunda-feira, 30 de abril de 2012

Uma questão de estilo

Estilo do vira
Estilo do pinote
Estilo do pequenote
Estilo do chicote

Estilo da lata
Esquilo das latas
Esquilo sem patas
Poemas sem facas
Poemas sem poesia
Melancolia
Devaneio
Chovem estrelas
Palavras
Poemas
Palavras
Poemas
Palavras
Emoção
Sensação
Emoção
Emoção
Emoção
Emoção

João
Poema
Meu
Irmão
Teu
DELES
nosso

DOS OUTROS
DOS MEUS
DOS TEUS


DOS QUE SÃO NOSSOS

POEMAS

TEUS
MEUS

MEUS E TEUS

E TEUS E MEUS


E MEUS E TEUS E TEUS E MEUS E TEUS E MEUS E MEUS E TEUS


E pratos e latas e gatos e gatas e latas e gatas e patas e facas

Que são poemas e latas.

Curva rectilínea

Um cão.
Um cão. Matou-se. Morrido. Estava morto.
Saltou. Um cão. Saltou-se. Estava solto.
Levantou. Levantou-se. Um cão. Estava em pé.
Sentou. Sentou-se. Estava cão.

Um gato.
Um gato. Matou-se. Morrido. Estava morto.
Salto. Um gato. Saltou-se. Estava solto.
Levantou. Levantou-se. Um gato. Estava em pé.
Sentou. Sentou-se. Estava gato.

Uma gravata.
Uma gravata. Matou-se. Morrido. Estava morta.
Salto. Uma grava. Saltou-se. Estava solta.
Levantou. Levantou-se. Uma gravata. Estava em pé.
Sentou. Sentou-se. Estava gravata.

Um poema.
Um poema. Matou-se. Morrido. Estava morto.
Salto. Um poema. Saltou-se. Estava solto.
Levantou. Levantou-se. Um poema. Estava em pé.
Sentou. Sentou-se. Estava poema.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Chega.

Os sentimentos são lentos. Corre na fonte uma brisa leve, de quem pensa, de quem sente e sabe alguma coisa. Levemente sussurram gritos mudos, vozes que se quebram na obliquidade do pensamento. Muitas das pessoas que falam, falam sem conhecimento de causa.

O pensamento, voa leve, é simples. As pessoas vão, ficam, voltam. Vão e ficam, nunca chegam a estar. A densidade da informação faz com que seja complicado distinguir quem está e as verdadeiras intenções de quem quer estar. Filtro e espero que bem, os indícios de quem quer estar.

A solidão é íngreme e apercebo-me que o cuco se deixa observar com demasiada facilidade, se encanta e ilumina por um brilho demasiado cintilante. Os erros não são erros, são ingenuidade. As pessoas não são nada.  É apenas mediocridade de quem julga e não quer ser julgado.

A solidão é uma paz. A solidão nalguns dias é triste... noutros é alegre.

As vozes são surreais. Não quero conhecer mais ninguém. Chega!