Oração do Poeta
Gato morre cão Pássaro morre sapo Homem morre não Humano vive não Poema sabe sim Poema soube não A luz da minha aldeia Sabe a dores de garganta Os olhos fecham abertos As aldeias morrem naturais Os poemas são surreais Que vivam os Pais Os pássaros estão loucos Cantam às quatro da manhã Ainda não é manhã Estou louco, bêbedo E ainda não álcool Estou embebido pelos meus olhos Que de lágrimas se cuidam Em poemas descuidados De verdades doentes Este é o poema Este é o poema Que se levante o Aleixo E não parta o queixo Com as coisas que vos deixo Passe a Pessoa E vos deixe à toa Como o rebanho do Caeiro Que queria cagar E não tinha como limpar o cagueiro O Bocage é o Rei Pena não ser Gay O A-berto ia gostar O Sá-Carneiro a cagar Com um cu por limpar Deve ao Fernando A poesia de quem vai andando Não escrevo mais nenhum poema Porque sou uma fonte de inspiração E para isso liguem a televisão Já pensei em escrever sobre o leitor ignorante Mas esse já não iria avante Porque uns escrevem Rap Outr...