segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Plenitude.

A vida é um caminho íngreme onde a serenidade é um estado possível, eu abraço-a todos os dias.
Afastei as minhas lacunas, para poder viver tranquilo, poder viver comigo mesmo. Sinto-me bem por existir, por ser quem sou.

Fronteira.

Há sempre uma fronteira entre o Passado e o Presente. Há sempre uma fronteira entre o Presente e o Futuro, por vezes temos que saber fazer um refresh ao que nos rodeia. Nós somos o que nos rodeia. O lixo faz de nós lixo. Hoje filtro o meu Passado e guardo o que me convém. A vida é simples e eu sei que o meu caminho está traçado, vou beijar a glória que me espera. Sou grande, sou inteiro. Eu estou a conseguir ser quem quero, não há ninguém melhor que eu.
As palavras vão contemplar o caminho que tracei, onde pessoas vão querer beijar-me os pés, para que o relógio dê umas pequenas voltas para trás. Hoje é o primeiro e o mais belo dia da minha  vida. Descobri quem e o que sou. Obrigado Deus, Obrigado.
Acordei. Comecei.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Anti-estático.

Berros mudos na ânsia de serem ouvidos.

Pessoas corrompem o que impele estabilidade. Pessoas gostam de flirtar.
Cai na minha cabeça uma voz que não tenho, um pensamento que não penso.
Cai no meu estado de humor a apologia da solidão, o abandono dos que amo.
Ninguém quer nada, toda a gente tudo. A insatisfação e a ingratidão são comuns.

Rendo-me por esta noite, rendo-me por esta noite. Só por esta noite, tiro as barreiras.
E fico sozinho, num sítio onde sou intocável.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Geração Neoplatónica.

Geração que se toca no teclado, geração que ouve no telemóvel, geração inteligível. Geração afísica, geração quase assexual. Tudo com que Platão sonhou, somos nós. O amor de Platão está no século XXI.
Geração pura, geração amoral, geração pedestal.
Platão, eu existo.
Não acredito em nada disto.



Ler Damásio, ser dissuadido pela loucura.
Ler Pessoa, ser eu mesmo.
Ler Sá-Carneiro, atestar ao suicídio.

Ler João Negreiros, comprar um Renault 5 pelo preço dum Bentley.

Ser puro, sem deixar o social exacerbar a existência.
Não ser comedido nas palavras, porque elas não se gastam, são um recurso finito que gera frases infinitas. Casaria com Karl Marx, mas sou capitalista. Casaria com a bandeira americana, mas mijava-lhe em cima.

Teria os olhos rasgados e seria a economia asiática, mas sou pobre.

Ouvir musica, cuspir cultura. Intelectuais falhados, que usam e abusam da cultura, comportam-se em estereótipo, rejeitam o natural, rejeitam o conhecimento sobre o conhecimento. Pobres. Pobres, eles são.

Sabem? Sabem nada. O oposto? O que é? Fumam erva, são alternativos! O que são?
Não são.

Palavras eróticas, calão, formal são sempre português e eu contemplo-as.

Geração neoplatónica, somos nós.