quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Sossego.

É bom ter-te comigo, quando estive contigo beijo-te como se o amanhã fosse longínquo.
Caio em ti, porque cair em ti é fazer parte disto que somos e não sabemos bem. A distância é náusea em mim. Sinto-me presenteado por uma vasta Paz, por não a ter.
Nestes momentos em que sou coisa nenhuma, de nenhumas coisas, esvaio-me em ainda menos coisas para ser coisa alguma. Não sei se em ti, se em mim. Mas algo vai certo. Caio no teu abraço amparado pela Tua necessidade do meu. Sei que o Sol nasce todos os dias, sei que chove e que não é por chover que o Sol deixa de querer nascer. Sei que para um tudo que palpita em mim, sentir-te perto é o Sossego da multifacetada inexistência que há em mim. Digo coisas adormecidas, coisas cheias de vazio por estarem cheias.
Agora que te Amo, fica para a Lua como eu estou para o Sol.
Até já.

Sem comentários:

Enviar um comentário