sexta-feira, 11 de março de 2011

Obscenidade.

Obsceno é a falta de verdade,
A fuga ao que somos e ao que queremos.
Obscena é a fome que tenho,
É o desfoque que tenho nos olhos quando vejo.


Mentira é o que corre e não alcança,
É a valsa que construo,
Há um jogo e uma falsa vontade nas imagens criadas
E nas imagens que correspondem a uma suposta realidade.




Uma mentira tem muito mais proveito que algo que
É verdadeiro, Não há criação, Há coisas que o não são.



Jogo fora o cansaço e penso a realidade.
Penso realmente? Estou cansado e é tudo,
Há um cansaço imenso em querer penetrar os meus ouvidos
Com verdades fúteis, mesquinhas que o não são.


Uma doença imensa em que dói,
Mas não me consegue doer,
Só tenho dó,
Dó de ouvir,
Dó de por vezes fazer parte de um jogo que não escolhi jogar.




Pessoas são absurdo,
Ou o não são.
Mas jogam e laqueiam em si a verdade.





Desconstrução, do que está por construir, algo absurdo,
Assente em qualquer coisa.


Pessoas mentem, vozes caem em saco roto,
Só ouvem as vozes que têm na cabeça,
Pessoas têm fins, pessoas fazem as coisas com interesse
E negam-no, para serem Socialmente melhor aceites.






Pessoas jogam e compactuam com a valsa que
Tenho em mim,
Eu jogo-a e dito as regras.




Manipulação do absurdo.

Sem comentários:

Enviar um comentário