sábado, 17 de setembro de 2011

Amo-te?

Não sei! Porque haveria eu de saber? Ouço a tua voz quando me falo, parecemos ser exactamente a mesma pessoa. Olho-te ao espelho, estás tão bem hoje! És incrível.
O que se passa? Estás triste? Ainda bem que não. O que te faz pensar nisso? Não... tu tens toda a razão.
Estás a chorar? Não!? Então isso é o quê? Felicidade!? Felicidade com lágrimas? Como eu te amo.
Estás a discutir comigo? Estás-me a fazer chorar? Porquê? Tens mesmo de ser assim comigo? De me fazer correr atrás de ti? De ignorar as minhas chamadas? Odeio-te tanto.
O amor e ódio dão as mãos, para cantar comigo, como se fossemos a mesma pessoa. Enquanto eu escrevo, eu falo. Poderei dizer que são diálogos com o eu? Um surto psicótico? Um surto psicótico!? Tu estás louco!
Como é que isso é possível, se eu existo e não existo, porque só existo em ti!
E agora o que é que eu hei-de pensar?

Chamo-lhe lucidez? Não! Não, porque isso é um conceito, foi criado por humanos e eu tenho uma certa dificuldade em aceitar o que é feito por humanos. Embora tenha que usar as palavras para poder comunicar.
Por falar em humanos, apetece-me dizer-te o que penso acerca do narcisismo deles... são todos iguais, pensam que são únicos e diferentes (de certo modo, até são... mas se formos a ver... são todos iguais!).... e a mania que eles têm de dizer que só os humanos são conscientes!? E a mania que eles têm de dizer que só os humanos podem comunicar! E a mania que eles têm acerca da existência...! E os pensamentos sobre a vida, sobre a História, sobre a Actualidade, sobre a Política! E sobre o outro! E sobre o outro! Obla, cala-te! Estás a ser tão contraditório!
Estás a criticar os humanos por eles serem assim, mas tu também fazes a mesma coisa, estás neste momento a fazê-lo. Até gosto de ti por isso, resumindo, Amo-te e odeio-te, mas pronto, como é isso é dos humanos. Vou tentar respeitar só a atracção.
Estou atraído por ti então. Podemos ter uma curte?
Oh, é melhor não! Ainda me apaixono por ti e depois... isso vai ser muito complicado!
Vou abandonar esta ideia. Até manhã. Tenho saudades tuas.

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