domingo, 25 de setembro de 2011

Meu amor, hoje vais sorrir.

 Já viste como está sol? Estou a caminhar e só penso em ti. Imagino-te ao meu lado e dou por mim a falar sozinho! Quando eu for velho e a pele deixar de fazer sentido, assim como as palavras e reflexões que tenho eu do mundo. Vais gostar na mesma de te deitar do meu lado e adormecer comigo?
Quando as minhas vitórias passarem a ser acordar no dia seguinte com vida, em vez de pensar em alcançar um Futuro melhor, porque ele vai ser demasiado distante. Vais continuar a deitar-te comigo, sabendo que vou ser sempre um eterno desconhecido que conheces.
Podes sentar-te no sofá que está à frente da minha secretária, a ler, enquanto eu investigo para o meu novo Romance. Se o telefone tocar, podes atender? De certeza que é a Editora.


Do nosso quarto vê-se os Campos Elísios. Deita-te aqui à minha beira e vê-me adormecer, porque sabes que de manhã acordo eu primeiro e vou ficar a olhar para ti enquanto acordas.

Podes ligar o vinil? Sim. Dás-me um abraço? Eu agarro-te e começo a dançar contigo até à sala. Deito-me com os pés em cima do sofá. Podes deitar-te por cima do meu peito! A lua está bonita, não está?
Não adormeças! Quero contar-te uma história. Sabes como é que isto tudo começou? Há muitos anos atrás, que não dá para ter memória. Éramos uma espécie de via microscópica que se estava a desenvolver e a afirmar. Até que, com o passar do tempo, nos fomos tornando nisto que somos hoje. Com cérebros e sentimentos, mais humanos. Podes dar continuidade a esta história? Já não tenho mais ideias.
Posso dar-te um beijo e calar-me?
Tem uma boa noite. Eu pego em ti e deixo-te na cama e desta vez fico eu a olhar para ti a adormecer.
Boa noite, hoje vais sorrir, meu amor.

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