segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Acho que sinto a tua falta.

Não sei porquê, mas acho que sinto a tua falta. Talvez eu exista e tu não existas, ou tu existas e eu não exista. Sejamos ambos percepções um do outro, concepções demasiado imperfeitas para poderem estar conectadas.
Ouvi a tua voz em palavras mudas. O silêncio da tua voz é magnífico. Brindemos.

Eva, sorri, Não vais morrer. Do meu quarto vejo a lua. Está cheia. Estou carregado de livros e memórias. Memórias do que sou. Porque o que fui já foi. Eva, o sistema de ensino é demasiado chato, não achas?
Quero dizer tanta coisa e não quero dizer nada. Estou a acabar o livro. A tua prenda que não é uma prenda tua.

Abraço tantas causas e projectos que acabam por não passar disso, causas e projectos. Isso é bastante belo. O sonho é bonito enquanto sonho. Mas está na altura de concretizar o sonho. Ainda que deixe de ser sonho e passe à realidade. É tempo. A vida é bonita e tu és linda como ela. Simples. Tudo o que eu quero e não posso ter. Vem comigo ver o rio. O cigarro acabou.

Deita-te e dorme bem.
Eu guio-te. Boa noite.

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