quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O SISTEMA DE ENSINO É UMA BULA DE INDULGÊNCIA.


Juntos desenhamos o mundo: estamos com Platão, Ofélia, Antero de Quental, Mário Cesariny. Juntos somos a Arca de Noé. Conservamos experiências, contemplamos mundos claros e obscuros. De noite vivemos para abraçar poesia e criar, porque chegamos à conclusão que a experiência vale mais que a vida.
Juntos somos droga na ânsia de ser consumida.
Vejo-te abraçar os louros da tua coroa. Para dizeres ao mundo tudo o que sempre quiseste, mas nunca te deixaram dizer. Para mostrares ao mundo que vives sobre a égide da ideologia Francesa: Igualdade, Liberdade e Fraternidade. Acordas Danton e Robespierre, Girondinos e Montanheses, tiras o Louis, o Rei XVI, da forca. Levantas a Marie Antoinette, dás-lhe uma vida e ela segue-a sem se aperceber, é uma percepção nossa e representa-a na perfeição. Tu, escritor de nome, vais ser um dos maiores poeta do século XXI ao me lado. Teremos o nosso amparo, juntos. Não vivemos em Esquizofrenias que contemplamos ou tentamos desambiguar para ser qualquer coisa. Nascemos no mesmo berço, em tempos diferentes, já Siameses, sentias que eu existia em ti, antes de eu existir.
Ler-te faz-me saborear o prazer de saber quem és, antes de o seres. Sem precisar de ser alguma coisa para que tu saibas que eu o sou. As palavras são apenas isso, palavras. A experiência, também o é. As pessoas vão e ficam e quando se constata isto, é quase como assumir a carta de despedida. Mas, há que notar aqui uma coisa enorme. Eu não me despeço, eu não relembro, eu não saliento ou sustento qualquer coisa no desespero de justificar. Eu sei-te viajante, eu sei-te tão bem, que sei também que viajaremos juntos pela eternidade. Que temos uns bons anos pela frente a viajar e a contemplar as nossas visões, previsões e debates políticos da maneira que só nós sabemos bem.

O mundo gira sobre uma crença na descrença, o mundo é sustentado com base em nada. A riqueza é definida por um número, seguido de muitos outros zeros. É definida por uma conta bancária, números atribuídos arbitrariamente. Números que não têm qualquer valor ou correspondam a uma possível representação mental, porque é certo que nada existe que possa ser representado mentalmente. Os bancos não têm ouro nos cofres, não têm prata, não têm mar, não têm rio. Têm pessoas apenas, pessoas que dependem desses números para circular e se sentirem seguras, livres e autónomas, pessoas que deixam a sua felicidade depender de números. Eu, que sou tu, juntámo-nos para defender causas e abraçar projectos, para elevar os nossos valores que correspondem com os ideais da Revolução Francesa: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Acordamos Dantas, matamos Obama, falamos com o FMI e fundamos uma nova Oligarquia, a Oligarquia do respeito, tolerância, aceitação e bem-estar. Porque juntos somos nós. Porque acreditamos que não temos que ser o estereótipo um do outro, porque já o somos antes de o ser. Vivemos juntos no mesmo corpo, aceitando os hábitos de cada um.
O mundo cai quando abraça o Capitalismo, o sistema de ensino é uma fraude que o promove. Tu defendes que o Comunismo é uma forma de Capitalismo, como eu gosto e concordo contigo. Ambos sabemos que é urgente um novo sistema político. Que a Democracia é ineficaz e que o Capitalismo está a conduzir a humanidade à maluquice, porque loucos somos nós, loucos somos nós que também sabemos ser lúcidos e um maluco que nunca chegará a ser lúcido. Cultura e incultura, nada interessa. As regras negam as regras, uma norma tem origem no comportamento das massas.  O mundo vai dar uma volta enorme. Nós sabemos, nós acreditamos. Nós, somos livres. E digo-o em voz alta: SOMOS LIVRES! Sim, somos e vamos continuar a ser. Porque não somos vítimas da nossa angústia, do parecer do mundo. Vivemos o nosso, cruzamos linhas entre o tédio e o absurdo. Viajamos a Paris, a Barcelona, a Roma, a Londres, visitamos o mundo sem sair do sítio. Esta não é uma vantagem da Globalização, é uma vantagem da nossa percepção.
Em breve viajaremos juntos pelo mundo, tornando-o palpável, para o poder conceptualizar de novo. Formatamos a realidade e somos uma só realidade.

Somos peças que tocam em conjunto, marionetas que se soltaram para poder viver sem que alguém as controle pela moral, as condene pela ética ou pela razão que é irracional. A Kant o que é de Kant, a Novo o que é de Novo, o que é de Novo é de Ozório.
Eu estou aqui e continuarei a estar. Irei ler-te e escrever-te. Irei pensar contigo e criar. Porque nós somos o exemplo de estudantes universitários. Somos a vanguarda, damos bom nome à geração de 70, à geração do modernismo e a todas as geração de estudantes dinâmicos e proactivos que não se deixaram ser selados e formatados. Que não se deixaram encubar pelo que os outros sabia e diziam, que não tomavam como verdades absolutas as inverdades que o mundo conceptualiza como máximas. Não nos fechamos em salas, fluímos de forma natural, quando temos que ir às aulas, vamos. Quando temos que faltar, faltamos. Porque nós, no Pátio aprendemos mais e fazemos mais que numa sala fechados a receber informação sem a poder contestar ou expor novas. Nós somos o Futuro no Presente.

Obrigado por existir-mos, Platão. Hoje és Platão. E vamos defender a Aristocracia.

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