quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

És tudo para mim.

Acordei. Pego no computador. Ligo-te. Digo-te: Amo-Te. Está a chover. Dá-me a mão, vamos rasgar a rua juntos. Vamos a Marte do meu quarto. Quando eu nasci eu descobri a lua por poder ver a tua, sabia que te amava sem nunca o ter sabido. Descobri um dia e depois outro. Nunca cheguei a dizer nada e ia dizendo tudo. As grandes reflexões deixei-as para os filósofos. Viver contigo é simples: Acordo, deito-me e masco uma pastilha elástica, quando está sem sabor, deito-a ao lixo. É isto o nosso amor. É Novembro e do meu quarto eu vejo o sol.
Simulo uma farsa absoluta e finjo gostar de todas as pessoas para que elas não me venha chatear, as pessoas só gostam de quem não gosta delas.

Meu amor, as pessoas são arrogantes.
Meu amor, quero amar-te mais.
Meu amor, estou farto de pessoas.
Meu amor, eu vejo tudo do meu quarto.
Meu amor, eu estou farto de Fernando Pessoa.
Meu amor, comprei oito livros de Gonçalo M. Tavares.
Meu amor és quem eu quero.



Depois de jantar, levantei-me e adormeci. Dei por mim e já lá não estavas, não passaste de um sonho meu.



Meu amor, rompo aos saltos e aos pinotes.
Faço estalar no ar chicotes.
Arranco-te todos os decotes.




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