sábado, 10 de dezembro de 2011

Pensamentos dispersos.

O que falta ao mundo.


10 de Dezembro de 2011


Bom dia,

Nunca fui muito bom a pensar sobre o que quer que seja. Sou, por natureza, inconformista. Dou-me a liberdade de expor uma grande parte dos meus pensamentos, ainda que o faça de forma dispersa e sem exagerar na fundamentação.
Começo por onde? Instituições de ensino, médicas ou sociais? Vou começar pelas instituições de ensino. Já pensaram na forma como o
ensino não o é? Os professores, seja em que grau de ensino for, limitam-se a ensinar o que sabem e como é óbvio não o fazem da forma mais adequada, deviam ensinar, em primeiro lugar, como se aprende e a não aceitar o que eles ensinam. Há diversas formas de ver o mesmo tema e não há verdades absolutas no conhecimento, isto porque foi criado e transmitido por humanos. Mas fica bem aceitar e ser cordeiro neste rebanho, ao qual eu não me conformo.
Quanto às instituições médicas, os médicos uma grande parte das vezes tentam arranjar doenças onde elas não existem, só por corresponderem ao padrão. Não há duas doenças iguais, porque não há dois corpos iguais e um determinado medicamento para fazer o verdadeiro efeito, teria que ser administrado de acordo com o peso exacto da pessoa e a altura. Mas também não é muito interessante ligar a isto. Quanto aos psiquiatras e psicólogos, eles seguem esse ramo, porque se querem conhecer a eles mesmos e não por algum interesse em mudar o mundo ou ajudar quem quer que seja. E, vão necessariamente encontrar uma patologia numa pessoa normal. Não acredito que existam doentes mentais. Acredito em pessoas diferentes. E não acredito na cura medicamentosa nem em padrões de diagnóstico. Não aceito que outro humano possa catalogar um ser da mesma espécie, julgando-se superior. E achando estar a ajudar. A maior ajuda que poderia dar, era aceitar a diferença.

Vou fumar um cigarro. Estou viciado? É mau? Não. É o que eu quero! E ninguém tem nada a ver com isso! Sou livre ainda que aceite as consequências de o ser. Faço sempre o que quero. As pessoas vivem numa prisão mental por causa de todas as instituições que nos cercam e por causa da cultura. Os médicos, juízes e políticos, que são o suposto exemplo da sociedade e os que mais julgam os outros, são os que mais drogas consomem, entre elas a cocaína. Mas têm coragem de tentar mudar, mandar prender ou promulgar leis sobre o mal dos outros.

O problema da conceptualização: está nos problemas de consciência que nos pode criar. Por exemplo, a fidelidade há muito que é uma tormenta, não só se o nosso parceiro nos é fiel, mas muito mais o medo e a repressão que nos fazemos para sermos fieis porque não o ser é um acto condenável. Estamos aqui, a negar a nossa essência, apesar de animais culturais, nós não somos animais monogâmicos. Temos necessidades físicas que se sobrepõe à cultura. E, a meu ver, é possível amar uma pessoa sem lhe ser fiel e não há motivo nenhum para ter crises de consciência com a traição. É natural. Na Antiguidade Clássica eram comuns as orgias. Mas por causa das instituições religiosas, esse acto na sociedade ocidental tem vindo a ser condenado. Mal! Porque cada um deve fazer o que quer e não o que os pensamentos o obrigam a fazer, vivendo na sua prisão mental e sendo infeliz.

Tenho muito mais a pensar sobre o mundo. Mas por hoje já chega. Isto é o que o mundo precisa!
"Faz o que queres!"

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