segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O João.

Cena I
O João senta-se no sofá com um cigarro na mão.
-Bom dia Maria!

A Maria a mexer no cabelo. Com unhas pintadas de vermelho.

-Olá meu amor!

Olham um para o outro e beijam-se.

-Amo-te muito! - diz o João enquanto toca nos cabelos da Maria - És linda! Quero-te para sempre
-Meu amor és a melhor coisa da minha vida - grita a Maria, enquanto se dirige para a porta.
Quando se dirige para a porta, derruba um jarro que tinha três rosas e parte-se em cacos. Maria corta os pés sem querer. O João desata a correr para a beira da Maria.

-Meu amor! Meu amor! Estás bem?
-Não. - responde Maria aos soluços - Achas que tenho que ir ao hospital?
-É melhor. Quero-te bem!

O João pega na Maria ao colo e dirige-se para o carro e dirigem-se para o hospital.
(Saem os dois de cena)

Cena II
Entra o Joel a correr pela sala! A ver se a Rita ainda lá está! Cruza-se com ela. Dá-lhe um abraço. E diz:
-Estou a morrer de saudades tuas!
-Eu também Joel - responde Rita, com um sorriso - Ao tempo!
-Eu nunca te esqueci! - Joel
-Como está a correr a tua vida?
- Bem e a tua? Tens novidades?
-Também. Tenho algumas e tu?
-Tenho!!! Nem sabes, vou editar um livro. Tenho escrito muito!

A Rita olha de forma desinteressada. Enquanto o Joel abre o diário para lhe mostrar os textos!

-Este é o início do meu livro.
-(Rita olha cada vez mais desinteressada)
-Fala sobre o absurdo e o Filipe vai casar-se com ele mesmo.

Rita para cortar o tema. Muda de assunto subitamente.

- E as coisas lá por casa, como estão a correr?
- Bem, os teus Pais estão bem?
- Estão óptimos, estão sempre a perguntar por ti! Gostam muito de ti.
- Todos os Pais têm por hábito gostar de mim.
- Pois é... Não queres passar lá por casa?
- Para a semana, pode ser?
-Vem hoje! Os meus Pais iam adorar.
-Está bem! Vou só a casa buscar umas coisas e depois vou.

O João dirige-se para a Direita Alta enquanto a cortina cai. De fundo ouve-se alguém a cantar aos berros uma musica do Carlos Paião.

- Eles são duas crianças a viver esperanças, a saber sorrir. Ela tem cabelos louros, ele tem tesouros para repartir.

Juntam mais duas vozes e continuam a cantar a musica.

- Numa outra brincadeira passam mesmo à beira, sempre sem falar. Uns olhares envergonhados e são namorados sem ninguém pensar.


A cortina vai subindo e as três pessoas continuam a cantar, e viram-se de costas para a plateia.

- Foram juntos outro dia, como por magia, no autocarro, em pé.
Ele lá lhe disse, a medo: "O meu nome é Pedro e o teu qual é?"
Ela corou um pouquinho e respondeu baixinho: "Sou a Cinderela".
Quando a noite o envolveu ele adormeceu e sonhou com ela...
(Refrão)
Então,
Bate, bate coração!
Louco, louco de ilusão!
A idade assim não tem valor.
Crescer,
Vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.
Cinderela das histórias, a avivar memórias, a deixar mistério.
Já o fez andar na lua, no meio da rua e a chover a sério.
Ela, quando lá o viu, encharcado e frio, quase o abraçou.
Com a cara assim molhada, ninguém deu por nada, ele até chorou...
(Refrão)
E agora, nos recreios, dão os seus passeios, fazem muitos planos.
E dividem a merenda, tal como uma prenda que se dá nos anos.
E, num desses bons momentos, houve sentimentos a falar por si.
Ele pegou na mão dela: "Sabes Cinderela, eu gosto de ti..."
(Refrão)
(Cinderela)
(Refrão)

Enquanto os três estão de costas, O João volta a entrar em cena com a Maria ao colo.


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