segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A verdade é um capítulo em branco

Caminhar no vácuo deixado pelo inferno
Está calor no meu inverno

A realidade contempla as asas do meu caderno
Em branco
Baco brinda às prostitutas
Eu brindo às putas
Das minhas janelas
Que estão fechadas

Ouço o vento,
Ouço o meu alento
Em frases soltas
Da minha cabeça

A mulher fez-se homem ao sétimo dia
Dias passam como comboio para viagens ambulantes
O descrédito ao que sou
A descrença no local para onde vou

Atar mentiras aos desejos
Às verdades
Um caminho rectilíneo
Igual, Estanque
Um livro da minha estante
A cair para o poder ler
Sai
Um amor
Uma passagem
Um desejo
Uma descrença
Uma amizade


Passam dois dias em prosa
Porque a poesia se cansou
O homem fechou a porta
E logo alucinou

Foi para o quarto masturbar-se
A ouvir os gemidos vindos
Do quarto da irmã
Que fodia com o patrão
Do Pai.

Apocalipse num só dia
Porque ao terceiro faz-se magia



Entra uma porta nas docas
Porque os barcos ficaram em casa
Do meu Pai
Que não acredita em magia
Nem tem patrão


Na minha farmácia só entram sapos
E Princesas
Porque duques e duquesas
Só para jogar cartas
Num jogo sem jogos



Cala-se um sapo
Porque não podia ser visto
Pelo Evaristo
Que não tinha cá disto


O Bocage fodeu um pneu
O cromo da orpheu
O meu
O teu
A puta que o pariu
A educação
Da geração
Rasca
Da minha Tasca

Dos dias
São dias
São descargas
São verdades.
São coisa nenhuma.

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